Broadcom negocia bilhões em financiamento para a OpenAI
Fabricante negocia após conceder US$ 42 bilhões à Anthropic.
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Broadcom está em negociações preliminares para estruturar bilhões de dólares em crédito para o programa Nexus, iniciativa de chips customizados desenvolvida em parceria com a OpenAI. Os relatórios divergem sobre o valor exato: o The Wall Street Journal publicou em 7 de outubro que a Broadcom planeja levantar mais de US$ 50 bilhões ao lado da Apollo Global Management e da Blackstone. Já a Fortune reportou em 9 de outubro que o montante gira em torno de US$ 30 bilhões, citando a Bloomberg, enquanto a TrendForce afirmou em 8 de outubro que as tratativas ainda estão em estágio inicial. O projeto Nexus mira a instalação de 10 gigawatts em aceleradores customizados até o fim de 2029.
As conversas expandem o modelo de financiamento que a Broadcom já utiliza com a Anthropic. De acordo com documentos regulatórios divulgados pela CNBC em 1 de outubro, a Broadcom forneceu uma linha de notas conversíveis de US$ 42 bilhões para cobrir cerca de um terço do contrato de locação de computação TPU da Anthropic, orçado em US$ 125,2 bilhões por cinco anos. A Anthropic apontou possíveis conflitos de interesse pelo fato de a Broadcom atuar simultaneamente como fornecedora e credora.
A captação desses recursos apoia-se em fundos de crédito privado, fora do sistema bancário tradicional. Em junho, a Broadcom formou a plataforma AI XPV com Apollo e Blackstone, realizando uma transação inicial de US$ 35 bilhões para computação da Anthropic. Um pacote sindicado de US$ 60 bilhões está em andamento, composto por US$ 42 bilhões em dívida sênior garantida com suporte de valor residual da Broadcom e US$ 18 bilhões em dívida júnior, com a Blackstone liderando cerca de US$ 9 bilhões. Bank of America, Citigroup e Morgan Stanley também participam do sindicato.
Analistas destacam que oferecer crédito tornou-se indispensável para disputar o setor. Jay Goldberg, analista da Seaport Research, disse à CNBC que a Nvidia vem usando pesadamente seu balanço patrimonial e a Broadcom é obrigada a acompanhar esse movimento. Paralelamente, Robert Leitao, sócio-gerente da Rothschild & Co, afirmou à CNBC que o mercado concentra uma aposta expressiva na capacidade de ambas as empresas gerarem receita suficiente para honrar esses compromissos.
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