O banco convocou assembleias de cotistas após a Apex recusar a proposta da Makalu Partners.
O BTG Pactual notificou a Carbyne Investimentos em 8 de setembro de 2026 sobre a intenção de descontinuar a administração da maioria dos seus fundos. O banco convocou assembleias gerais de cotistas para substituir a gestora até o dia 14 de setembro. A Carbyne é o principal ativo da Apex Partners, que detém 80% do negócio, enquanto Filipe Caldas possui os 20% restantes. A casa somava R$ 1,1 bilhão sob gestão em julho, segundo a Anbima.
A medida do administrador ocorreu após a Apex recusar a proposta de aquisição feita pela Makalu Partners, gestora focada em investimentos alternativos e special situations. O prazo dessa oferta expirou em 3 de setembro de 2026 sem acordo. Entre as interessadas em assumir fundos está a Chess Capital, criada por ex-gestores da SRM Asset.
O BTG chegou a fechar três fundos para resgate no início de agosto de 2026, depois que o grupo Apex pediu proteção judicial contra execução de dívidas. As carteiras Fidc BRM Carbyne Crédito Estruturado, Carbyne Travel FIF e Carbyne Mercados Privados FIM Crédito Privado reuniam R$ 340 milhões em patrimônio e sofriam com pedidos elevados de saques. Análises apontaram iliquidez, incerteza na precificação dos ativos e exposição a firmas ligadas à Apex.
O Carbyne Travel, que aplica em ações da CVC, foi reaberto enquanto a empresa de turismo estrutura troca de até R$ 450 milhões em debêntures até 2029. Já o Carbyne Mercados Privados detinha 1,85% do Carbyne FIM Crédito Privado, que teve impacto negativo de 35% em 6 de agosto de 2026 devido a R$ 452 milhões em debêntures da Rhino Securitizadora com garantias da Apex. O Fidc BRM Carbyne caiu 70% em 5 de agosto de 2026 e acumulava recuo de 67% no ano após os cotistas rejeitarem a troca de gestão em 13 de agosto.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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