O fundo recorre ao tribunal do Banco Mundial após anulação de sentença de US$ 16,1 bilhões.
O fundo Burford Capital abriu uma nova frente contra a Argentina pela expropriação da YPF em 2012, desta vez perante o Centro Internacional para Arbitragem de Disputas sobre Investimentos (Ciadi), tribunal ligado ao Grupo Banco Mundial sediado em Washington, em 16 de setembro de 2026.
O procedimento arbitral pode durar entre cinco e dez anos. Abre-se agora uma etapa de 90 dias para a formação do tribunal arbitral, que definirá o calendário do processo sob regras de confidencialidade. No Ciadi, a Argentina registra histórico de 85% de decisões contrárias, a exemplo da disputa pela estatização da Aerolíneas Argentinas por violação de tratado bilateral com a Espanha.
O novo processo ocorre após a decisão favorável de março, quando o Tribunal de Apelações do Segundo Circuito de Nova York anulou a condenação imposta pela juíza Loretta Preska, que determinava o pagamento de US$ 16,1 bilhões mais juros. Em 2014, o governo argentino já havia concordado em pagar US$ 5 bilhões mais juros em títulos à Repsol pelos 51% expropriados da empresa.
A Procuradoria do Tesouro argentino informou que já preparava a estratégia jurídica para essa hipótese e que defenderá o país com firmeza. Paralelamente, a Burford avalia recorrer à Suprema Corte dos Estados Unidos, tribunal que costuma analisar cerca de 100 dos 7.000 a 8.000 pedidos anuais de revisão recebidos.
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