O vice-presidente executivo Tomás Restrepo detalhou plano focado no segmento de agregados.
A Cementos Argos prepara uma nova etapa de expansão nos Estados Unidos por meio de uma estrutura independente, com o objetivo de gerar entre US$ 200 milhões e US$ 300 milhões de Ebitda. Tomás Restrepo, vice-presidente executivo da Cementos Argos, explicou a estratégia em entrevista ao Valora Analitik publicada em 26 de setembro de 2026. A operação norte-americana focará inicialmente no segmento de agregados, separada da plataforma latino-americana, para a qual a empresa projeta cerca de US$ 500 milhões de Ebitda até 2030.
Entre 2003 e 2023, o grupo alocou cerca de US$ 3.000 milhões no mercado norte-americano antes de realizar seu desinvestimento. Para liderar a retomada, a empresa contratou Jason Teter e está montando uma equipe dedicada a geologia, produção, finanças, área comercial e desenvolvimento de negócios. O avanço nos Estados Unidos terá três frentes: importação de agregados para o Golfo e o sudeste do país, aquisição de empresas menores após mapear mais de 80 alvos, e desenvolvimento de novas jazidas ou projetos greenfield.
A Cementos Argos atua em mais de 16 países, e cerca de 35% da sua receita provém de fora da Colômbia. O mercado colombiano continua como o principal polo de rentabilidade, gerando aproximadamente 65% do Ebitda da empresa. Ao final do segundo trimestre, a margem Ebitda consolidada estava próxima de 22%, convergindo para a meta anual de 24%.
Na América Central e no Caribe, a companhia detém cerca de 35% do mercado de cimento em Honduras, onde planeja investimentos para expandir capacidade e antecipa aumento de preços nos próximos dois anos. Restrepo também apontou o crescimento da demanda na República Dominicana e a recuperação do consumo no Panamá após medidas de corte de custos operacionais.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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