A geradora argentina busca expansão em petróleo, cobre e usinas térmicas após lucrar com mineração.
A Central Puerto planeja investir entre US$ 600 milhões e US$ 1 bilhão em projetos de petróleo, mineração e geração elétrica. A companhia fatura mais de US$ 1,1 bilhão por ano e responde por 15,5% da capacidade instalada da Argentina, buscando avançar na diversificação de sua matriz energética.
Na mineração, a empresa obteve um lucro de US$ 138 milhões ao vender por US$ 163 milhões sua fatia de 9,9% na AbraSilver, na qual havia investido US$ 25 milhões em 2024. A AbraSilver atingiu avaliação de US$ 2,2 bilhões com os projetos Diablillos e Coipita. A Central Puerto mantém 37% da 3C Lithium, do projeto Tres Cruces em Catamarca, e estuda ativos iniciais de cobre em Mendoza, além de uma linha de transmissão em Salta e Catamarca com a YPF Luz.
No setor de petróleo e gás, a Central Puerto adquiriu em abril 100% da Patagonia Energy, obtendo os blocos Aguada del Chivato e Aguada Bocarey em Vaca Muerta. A Patagonia Energy arrematou o bloco Corralera Noroeste com proposta de US$ 100 milhões, sendo US$ 22 milhões para Neuquén e US$ 78 milhões em compromissos de investimento. A meta é atingir 600.000 acres até o fim do ano com o regime RIGI, ao lado de um parceiro texano em Mendoza.
A Central Puerto também avalia disputar a privatização das usinas térmicas Belgrano e San Martín, nas quais já detém cerca de 10% ao lado de AES, Enel e Pampa Energía. O governo argentino pretende vender entre 65% e 68% de cada unidade, avaliadas em cerca de US$ 300 milhões cada.
Em leilões recentes de hidrelétricas, a Central Puerto venceu a concessão de Piedra del Águila com oferta de US$ 245 milhões, superando Pampa Energía-Edison (US$ 205 milhões) e Enel (US$ 170 milhões). Contudo, perdeu El Chocón para a MSU Green Energy (US$ 235 milhões), não levou a fatia na Transener com oferta de US$ 301 milhões contra US$ 356 milhões da Genneia-Edison, e foi superada na Metrogas, onde ofertou US$ 540 milhões com a Ecogas ante US$ 780 milhões da Edenor.
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