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Claro da América Móvil compra 72,83% da Desktop por R$ 1,75 bi

Operadora pagou R$ 20,63 por ação e prepara oferta pública para os minoritários.

Redação El Fondo
Redação El FondoNotícias de mercado automatizadas
·4 min

A Claro, subsidiária da América Móvil, concluiu nesta quinta-feira, 1º de outubro de 2026, a compra do controle da provedora de internet Desktop. Por meio da Claro NXT Telecomunicações, a empresa comprou 84,7 milhões de ações ordinárias, representativas de 72,83% do capital, por R$ 1,747 bilhão, sujeito aos ajustes previstos em contrato.

O valor pago no fechamento equivale a R$ 20,63 por ação. Do total, R$ 1,620 bilhão refere-se à parcela de fechamento, montante que inclui R$ 20 milhões retidos para garantia de ajuste de endividamento. Outros R$ 127,5 milhões ficarão depositados em conta de garantia com liberações mensais para cobrir indenizações dos vendedores. O montante final ainda poderá ter ajustes após a apuração da dívida líquida da Desktop em 30 de setembro de 2026. A fatia foi adquirida do fundo Makalu e dos acionistas Denio Alves Lindo, Mucio Camargo de Assis Filho, Marcos Camargo de Assis e José Carlos Franco Júnior.

A gestão da Desktop teve mudanças imediatas. Rodrigo Marques assumiu a presidência, e Roberto Catalão Cardoso passou a responder pelas diretorias financeira e de relações com investidores. Deixaram a diretoria Denio Alves Lindo, Bruno Silva Carvalho de Souza Leão, Benício Silva Gontijo, André Falcão Ribeiro e Glauno Herton Brandão Junior. Além disso, José Felix, Rodrigo Marques e Roberto Catalão foram nomeados para o conselho de administração nos lugares de Débora Mayor Vizeu, Bernardo Varela Mello e Ana Regina Roson, com mandato até a assembleia sobre os resultados de 2026.

A Claro NXT pedirá registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) voltada aos acionistas minoritários, pagando o mesmo preço por papel. A oferta poderá abranger a alienação de controle, a conversão de registro da categoria A para B e a deslistagem do Novo Mercado da B3. O negócio teve aprovação sem restrições do Cade em setembro e aval da Anatel em maio, que estipulou 24 meses para a consolidação da ocupação das redes em postes.

Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.

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