Coelba pode pagar R$ 2,4 milhões por dia se descumprir metas
Aneel flexibiliza metas de atendimento emergencial para 9,83 horas em 2026 e 8,57 em 2027.
A Neoenergia
Coelba terá de reduzir para até 9,83 horas o Tempo Médio de Atendimento Emergencial (TMAE) até o fim de 2026 e para 8,57 horas até dezembro de 2027. Caso descumpra as metas, a distribuidora estará sujeita a multa diária de R$ 2,39 milhões, limitada a 30 dias.
A Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aceitou recurso apresentado pela distribuidora e flexibilizou as metas originalmente determinadas em junho, que exigiam 9,50 horas em 2026 e 8,50 horas em 2027. O patamar para 2027 representa uma redução adicional de 76 minutos em relação ao limite de 2026. A agência ponderou que a meta inicial havia sido estipulada quando o planejamento operacional já estava em execução, além de considerar a apuração por média móvel de 12 meses.
A obrigação decorre de fiscalização sobre o atendimento a ocorrências na Bahia. Em 2025, o tempo médio da Coelba foi de 11,76 horas, ficando 60,87% acima da média nacional de 7,31 horas e superando as 10,35 horas usadas como referência. Dos 211 conjuntos elétricos da concessionária, 133 deles, ou 63% do total, registraram marcas superiores a essa referência.
Para viabilizar as metas, a distribuidora informou ter mobilizado 115 equipes emergenciais adicionais, contratado mais de 230 eletricistas e investido cerca de R$ 6,9 bilhões no ciclo de 2024 e 2025 em modernização de rede, automação e bases operacionais. O volume médio diário de equipes cresceu 28% frente ao último quadrimestre de 2025 e 40% na comparação anual, com a companhia reportando queda de 17% no indicador nos últimos dois anos.
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