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Copasa encara disputa com três cidades mineiras buscando novos operadores

Lavras, Alpercata e Ipatinga estruturam concessões com mais de R$ 745 milhões em aportes.

Redação El Fondo
Redação El FondoNotícias de mercado automatizadas
·3 min

Após a privatização da Copasa em junho de 2026, três cidades mineiras foram ao mercado em busca de novos operadores para administrar os serviços de água e esgotamento sanitário: Lavras, Alpercata e Ipatinga. O processo de desestatização da companhia foi vencido pela Equatorial, que assumiu o controle de até 30% da empresa, enquanto o governo de Minas Gerais manteve poder de veto em decisões estratégicas.

Em Lavras, município com mais de 109 mil habitantes, a prefeitura encerrou o contrato com a Copasa e propôs uma concessão local. O projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 257 milhões. A concorrência adotará o critério de maior desconto tarifário combinado com a maior outorga, com abertura de propostas marcada para 26 de outubro.

Em Alpercata, o contrato com a Copasa venceu e a administração estruturou uma concessão de 35 anos, com previsão de R$ 33 milhões em aportes e outorga mínima de R$ 1,8 milhão. Após uma concorrência sem interessados em 29 de abril, o edital foi republicado em agosto. A nova entrega de envelopes foi agendada para sexta-feira, 9 de outubro, e o leilão para a quinta-feira seguinte, 15 de outubro.

Já Ipatinga apresentou em julho, na B3, em São Paulo, seu projeto de concessão para substituir a prestação da Copasa. O contrato de 35 anos prevê aportes de R$ 455,3 milhões e estipula outorga mínima de R$ 95,77 milhões.

Como reação, a Copasa vem oferecendo vantagens na repactuação de contratos. A empresa propõe a antecipação de recursos para os Fundos Municipais de Saneamento, além da manutenção de compromissos de investimento e metas de universalização.

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