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Cosan reavalia venda de ativos após salto de 24% nas ações

O grupo revê desinvestimentos na Rumo e na Moove após reduzir sua dívida.

Redação El Fondo
Redação El FondoNotícias de mercado automatizadas
·3 min

O conglomerado Cosan está reavaliando seus planos de desinvestimento de ativos, segundo fontes a par do assunto. A medida ocorre após a companhia cortar seu endividamento pela metade no último ano e diante da melhora nas condições de mercado no Brasil, impulsionada pelo cenário para o segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro de 2026.

Um dos processos sob revisão envolve a fatia na operadora logística Rumo. De acordo com as fontes, propostas recebidas embutiam uma avaliação cerca de 30% abaixo do valor de mercado da empresa. Em junho de 2026, a Cosan contratou o BTG Pactual como assessor financeiro para estudar alternativas para a participação. O grupo também avalia uma oferta subsequente de ações da Compass Gás e Energia e a alienação de fatia na fabricante de lubrificantes Moove, que pode acontecer no mercado de capitais ou de forma privada.

As ações da Cosan dispararam 24% nesta semana, alcançando a terceira maior alta entre os 76 papéis do Ibovespa, que subiu 6,9%, enquanto o real se valorizou 4,8% em relação ao dólar. Anteriormente, a empresa fortaleceu seu balanço com a venda de propriedades rurais e a abertura de capital da Compass.

O alívio financeiro foi impulsionado por um aporte de capital de R$ 10 bilhões (cerca de US$ 2 bilhões) ancorado pela BTG Pactual Holding e pelo fundo Perfin Infra no fim do ano passado. A holding também promoveu cortes de despesas, o que incluiu a redução de cerca de 100 postos de trabalho, segundo a fonte. Procurada, a Cosan não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.

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