Medida acompanha a cisão dos negócios em combustíveis e bioenergia.
Os credores da Raízen definiram os nomes que vão representá-los nos conselhos de administração das duas companhias que surgirão da cisão da empresa, informou o jornal Valor Econômico em 14 de setembro de 2026. O processo separa as atividades em uma divisão de combustíveis e outra de açúcar, etanol e bioenergia.
Para a Raízen Combustíveis, foram escolhidos Paulo Figueiredo, da Geribá Investimentos, e Samuel Aguirre, da FTI Consulting. Para a frente de açúcar, etanol e bioenergia, os credores selecionaram Nelson Oliveira, também da Geribá, e Mário Peixoto, da Makalu Partners.
A definição integra a maior recuperação extrajudicial já realizada no mercado brasileiro. Pelo plano aprovado, 45% da dívida reestruturada será convertida em ações, garantindo fatia acionária aos bancos credores nas novas companhias, enquanto os 55% restantes serão reperfilados. A entrega final das ações ainda depende de acerto.
A reestruturação contempla ainda um aporte de R$ 3,5 bilhões da Shell. O plano prevê também uma injeção adicional de R$ 500 milhões pela Aguassanta, holding de Rubens Ometto.
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