A venda busca abater dívida líquida de R$ 42,1 bilhões, enquanto ofertas giram entre R$ 10 bi e R$ 11 bi.
O novo presidente executivo da CSN, Fabio Schvartsman, assumiu a condução das negociações para a venda da CSN Cimentos, segundo agentes de mercado ouvidos pelo EXAME Insight em 30 de setembro de 2026. A chinesa Huaxin e o consórcio formado pela brasileira Votorantim Cimentos e pela italiana Cementir disputam a reta final do ativo, com expectativa de fechamento até o fim deste ano.
Schvartsman assumiu o cargo em 3 de setembro de 2026, sucedendo o controlador Benjamin Steinbruch, que esteve no posto por mais de duas décadas e migrou para a presidência do conselho de administração. Agentes de mercado apontam que o novo CEO trouxe uma postura mais pragmática e objetiva, contrastando com a condução anterior de Steinbruch, marcada por posições voláteis e alterações nos termos.
A alienação é central no plano de desalavancagem da siderúrgica. No encerramento do segundo trimestre, a CSN registrava dívida líquida de R$ 42,1 bilhões e alavancagem de 3,5 vezes na relação entre dívida líquida e Ebitda. O valor da transação segue em divergência: Steinbruch pretendia levantar R$ 15 bilhões inicialmente e depois sinalizou cerca de R$ 13 bilhões, contra propostas entre R$ 10 bilhões e R$ 11 bilhões.
Em 10 de agosto, a CSN informou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ter recebido propostas vinculantes para a venda integral da divisão. Já em 9 de setembro, a Cementir informou ao mercado que a oferta apresentada por sua subsidiária Aalborg Portland Holding junto com a Votorantim Cimentos expirou sem aceitação da CSN, sem acordo vinculante firmado naquele momento.
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