Fabio Schvartsman assume lugar de Benjamin Steinbruch com foco em desalavancagem.
Em 3 de setembro de 2026, as ações da Companhia Siderúrgica Nacional chegaram a disparar 19,90% após o anúncio de que Benjamin Steinbruch deixa o comando da empresa como CEO após 24 anos. Fabio Schvartsman, ex-presidente da Vale e da Klabin, assumirá o cargo de CEO, enquanto Steinbruch permanecerá como presidente do Conselho de Administração. Por volta das 10h51 do mesmo dia, os papéis subiam 13,88%, cotados a R$ 6,81.
Fábio Lemos, sócio da Fatorial Investimentos, avaliou que Schvartsman assume com a missão de reduzir entre R$ 18 bilhões e R$ 20 bilhões de dívida. A Companhia Siderúrgica Nacional encerrou o segundo trimestre de 2026 com R$ 42,1 bilhões de dívida líquida, alavancagem de 3,49 vezes e projeção de queima de caixa de R$ 9,3 bilhões nos 12 meses seguintes. Lemos destacou ainda que posições vendidas elevadas podem ter amplificado a valorização.
O BTG Pactual considerou a mudança inesperada, mas positiva, apontando o histórico de Schvartsman em empresas como Vale, Klabin e Grupo Ultra, onde atuou como CFO. Segundo o banco, a nova gestão deve dar clareza ao planejamento sucessório e priorizar a disciplina de capital e o desinvestimento.
A Companhia Siderúrgica Nacional também avança na venda da CSN Cimentos e analisa propostas da Huaxin e de um consórcio entre Votorantim e Cementir. A transação pode render até R$ 12 bilhões, abaixo da meta inicial de R$ 15 bilhões almejada por Steinbruch, com expectativa de escolha da melhor oferta em cerca de 45 dias e conclusão até novembro.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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