Companhia reúne análises clínicas, imagem e genômica para acompanhar pacientes em tratamentos para obesidade.
A Dasa criou uma unidade de negócios voltada à obesidade e a condições cardiometabólicas. A iniciativa reúne análises clínicas, exames de imagem e testes genômicos em pacotes estruturados tanto para usuários de medicamentos análogos de GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, quanto para pessoas que ainda avaliam iniciar o tratamento.
Atualmente, 6 milhões de brasileiros usam as canetas para perda de peso, o que representa quase 3% da população. Projeções do Itaú BBA apontam que as vendas desses medicamentos em farmácias devem alcançar R$ 18 bilhões em 2026 e podem chegar a R$ 50 bilhões até 2030, abrangendo cerca de 15 milhões de usuários no país.
Disponíveis para compra particular em redes como Delboni, Lavoisier e Alta Diagnósticos, os pacotes têm preços que variam de aproximadamente R$ 200 a mais de R$ 2 mil. Leonardo Vedolin, vice-presidente médico da Dasa, informou que a procura mensal tem crescido a taxas de dois dígitos, embora a contribuição inicial para o faturamento total deva ficar em um dígito baixo.
A Dasa realiza anualmente mais de 450 milhões de exames em 14 estados por meio de 40 marcas. No segundo trimestre de 2026, a companhia registrou receita bruta de R$ 2,4 bilhões, recuo de 10% na base anual, enquanto o segmento diagnóstico avançou 9%. O Ebitda consolidado somou R$ 446 milhões, alta de 53%. Em 2026, os papéis DASA3 acumulam retração de 35,9%, mas sobem 111% em 12 meses, com valor de mercado em torno de R$ 3,6 bilhões.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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