A empresa bancará o projeto mesmo após perder contrato inicial da Força Aérea.
A divisão Skunk Works da Lockheed Martin anunciou nesta segunda-feira, 21 de setembro de 2026, que construirá mais quatro drones de combate furtivos Vectis com recursos próprios. O lote se soma à primeira unidade que já está em montagem, elevando o projeto para cinco aeronaves. O primeiro voo de teste está previsto para o final de 2027.
A aposta ocorre após a Força Aérea dos Estados Unidos selecionar em junho as empresas de capital fechado Anduril Industries e General Atomics para fabricar os modelos FQ-42 e FQ-44 do programa Collaborative Combat Aircraft (CCA). O Pentágono optou por licitar a estrutura física e o software separadamente. A Lockheed Martin figura entre seis fornecedores pré-qualificados para softwares do CCA, ao lado de Anduril, General Atomics, RTX, Shield AI e Northrop Grumman, com novas concorrências previstas para este ano.
O Vectis é um drone armado enquadrado no Grupo 5, com dimensões similares às do MQ-9 Reaper da General Atomics. O modelo foi projetado para operações conjuntas com caças de quinta geração, como o F-35 Lightning II, ou de forma independente em missões de vigilância, defesa aérea e ataque. A Lockheed assumiu os custos de desenvolvimento confiando que a Força Aérea abrirá concorrências mais amplas para lotes futuros.
Nos últimos doze meses, a companhia apurou lucro líquido de US$ 6,3 bilhões e fluxo de caixa livre de US$ 8,7 bilhões, montante 38% superior ao lucro reportado. Avaliada em pouco mais de US$ 123 bilhões em valor de mercado, a ação negocia a cerca de 14 vezes o fluxo de caixa livre e entrega dividendo anual de 2,6%. Analistas consultados pela S&P Global Market Intelligence estimam avanço anual superior a 19% nos lucros para os próximos cinco anos.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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