Deputados querem proibir viagens de moto da Uber na Cidade do México
Projeto prevê apreensão do veículo e multas de até 117 mil pesos para os motociclistas.
Deputados da Cidade do México pretendem proibir o transporte de passageiros em motocicletas por meio de plataformas digitais como Uber e DiDi. Elizabeth Mateos Hernández, deputada local pelo partido Morena, apresentou ao Congresso uma proposta para alterar os artigos 59 e 251 da Lei de Mobilidade. A medida visa fechar brechas jurídicas e proibir explicitamente o serviço privado de transporte individual em motos por aplicativo.
A proposta estipula o envio da motocicleta ao pátio de veículos e multas de 500 a 1.000 Unidades de Medida e Atualização (UMA). Considerando o valor da UMA de 117,31 pesos mexicanos divulgado pelo Inegi, as penalidades ficariam entre 58 mil e 117 mil pesos mexicanos. A parlamentar justificou a proposta pelo risco de acidentes de trânsito. O deputado Miguel Ángel Macedo Escartín também apresentou recentemente outra proposta similar para o artigo 59.
A associação Repartidores Unidos de México declarou que o veto pode impactar mais de 30 mil famílias mexicanas e defendeu uma regulamentação inteligente em vez da proibição. Atualmente, cerca de 30 mil motocicletas prestam serviço de transporte privado na Cidade do México e na região metropolitana. Um estudo da Kantar de abril de 2026 citado na iniciativa indicou que 34% da população no México já utilizou mototáxis.
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