Investigação apontou reuniões secretas de executivos em clínica veterinária de sua família.
A petroleira estatal colombiana Ecopetrol notificou no domingo, 20 de setembro de 2026, a demissão de María Alejandra Vargas, ex-chefe de gabinete da gestão de Ricardo Roa. A saída ocorre após apurações de uma auditoria forense interna sobre irregularidades na companhia, segundo noticiou a revista SEMANA.
O foco da investigação é a Sintiendo Huellas, clínica veterinária aberta em fevereiro de 2019 em Bogotá por Vargas e suas irmãs. Segundo os auditores, o local serviu como sede paralela para reuniões de altos executivos da estatal, incluindo vice-presidentes e presidentes de subsidiárias, com destaque para um encontro de emergência em maio de 2025. Seu pai, o empresário Santiago Vargas Ramos, negou a realização das reuniões.
A contabilidade das empresas revelou mudanças drásticas. A clínica registrou receita de 813 milhões de pesos colombianos e 21 funcionários em 2021, mas terminou 2024 sem receitas e com apenas três milhões de pesos em ativos. Em dezembro de 2024, Vargas criou no mesmo endereço a empresa Oslo y Gales SAS com capital de 400 milhões de pesos, que depois declarou faturamento de 900 milhões, ativos de 637 milhões e 34 empregados, sem possuir fachada ou canais públicos de atendimento.
O Departamento de Compliance da Ecopetrol conduziu as verificações internas e enviou o relatório de provas à Procuradoria-Geral da Colômbia para a continuidade das investigações.
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