A montadora aumentou suas metas anuais apesar de pressões tarifárias e custos de insumos.
A Ford Motor Company elevou e estreitou sua projeção de EBIT ajustado para o ano completo para uma faixa entre US$ 10 bilhões e US$ 11 bilhões. A revisão representa um aumento de US$ 1 bilhão no ponto médio. A companhia apontou ganhos de eficiência operacional para absorver custos externos.
A montadora entra no segundo semestre de 2026 sem a repetição do benefício tarifário IEEPA de US$ 1,3 bilhão obtido no primeiro trimestre. Além disso, a Ford planeja quatro trimestres de impacto nos custos de commodities neste ano em vez de três. Qualquer alívio adicional nos preços das matérias-primas pode beneficiar os resultados operacionais.
A Ford também atua na recuperação do fornecimento de alumínio junto à Novelis. A empresa já acumulou cerca de US$ 800 milhões em custos temporários ligados à Novelis no ano e prevê um impacto anual de aproximadamente US$ 1,5 bilhão. Ainda assim, o reinício da laminação a quente da Novelis segue no cronograma. A Ford espera uma melhora líquida de US$ 1 bilhão no EBIT, concentrada no segundo semestre. Os estoques nos Estados Unidos ficaram em 52 dias de venda, pouco abaixo da meta de 55 a 65 dias.
As ações da Ford avançaram 11,1% nos últimos seis meses, superando o recuo de 4,8% do setor automotivo doméstico compilado pela Zacks. Nos últimos 60 dias, a estimativa de consenso da Zacks para o lucro por ação da montadora em 2026 e 2027 subiu 20 centavos e 9 centavos de dólar, respectivamente.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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