Globant vê retomada no setor com ações em queda de 46% em 2026
O CEO Martín Migoya ressaltou os AI Pods, enquanto analistas projetam preço-alvo de US$ 49,81.
O fundador e CEO da
Globant, Martín Migoya, afirmou que a demanda global pelos serviços da companhia segue sustentada, em declarações à Bloomberg Línea durante o fórum Argentina Week em Paris. Migoya destacou o avanço da plataforma Glob.AI e a receptividade do mercado aos AI Pods por assinatura, modelo que direciona a cobrança a clientes com base em entregas.
Migoya apontou que o setor de serviços de tecnologia passa por um renascimento nos últimos dois meses, atraindo novamente os investidores. O executivo também elogiou as reformas e o rigor fiscal da Argentina, mencionando a atração de investimentos para mineração, energia, petróleo e agronegócio.
As ações da Globant subiram 9% nos últimos três meses até esta segunda-feira, 5 de outubro de 2026, fechando cotadas a US$ 36 em Wall Street. Apesar da recuperação recente, o papel acumula recuo de 46% em 2026 e baixa de 41,2% nos últimos 12 meses.
O preço-alvo médio de 12 meses entre os 23 analistas que acompanham a empresa é de US$ 49,81, indicando potencial de valorização de 40,7%. O consenso reúne 10 recomendações de compra e 13 de manutenção, sem nenhuma de venda, com nota média de 3,83 de cinco. Entre as revisões recentes estão HSBC (Phani Kumar Varma) a US$ 100 com recomendação de compra, Mizuho (Sean Kennedy) a US$ 51, Morgan Stanley (César Medina) a US$ 50, Bradesco BBI (Daniel Federle) e Itaú BBA (Maria Clara Infantozzi) a US$ 45, Wells Fargo (Jason Kupferberg) a US$ 42 e Deutsche Bank (Nate Svensson) a US$ 33 com recomendação de manutenção.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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