Google enfrenta oposição ambiental a mega data center na Índia
O projeto de US$ 15 bilhões em Visakhapatnam divide moradores por temores com água e energia.
O Google planeja investir US$ 15 bilhões ao longo de cinco anos, entre 2026 e 2030, para construir um data center voltado a sistemas de inteligência artificial em Visakhapatnam, às margens do golfo de Bengala, na Índia. A empresa prevê iniciar as operações da primeira fase em 2028, com uma vida útil operacional mínima estimada de 20 anos para o complexo.
A instalação terá capacidade de energia projetada de 1 GW e ocupará uma área de 600 acres. O projeto, no entanto, gerou protestos ambientais e manifestações de moradores preocupados com a pressão sobre o fornecimento de eletricidade e de água. Cartazes exibidos em protestos afirmaram que dados não se bebem e cobraram uma moratória.
Para mitigar o consumo de recursos, o Google mantém a meta corporativa de repor 120% da água doce utilizada em operações sem fins de resfriamento até 2030. No terreno reservado para o projeto, foram reportadas indenizações fundiárias a proprietários locais, incluindo um pagamento de US$ 82 mil a um agricultor por um lote de dois acres.
O Google projeta que a unidade vai gerar US$ 688 milhões por ano em atividade econômica local, 4.200 postos de trabalho no pico da construção e nove empregos indiretos na comunidade para cada vaga operacional direta. O governo do estado de Andhra Pradesh estima a criação total de 188.000 empregos diretos e indiretos durante todo o ciclo de vida do projeto.
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