IMC Rare Earths acha zona de térbio de alto teor no Brasil
Sondagem fora do recurso de 1,1 bilhão de toneladas revela mineralização a dois metros da superfície.
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IMC Rare Earths anunciou em 8 de outubro de 2026 uma nova descoberta superficial de argila iônica de alto teor no Bloco H de seu projeto Itarantim, no Brasil. O setor fica fora do recurso mineral existente de 1,1 bilhão de toneladas e ainda não havia passado por sondagens.
O furo vertical AD-00555 interceptou sete metros contínuos de mineralização a partir de dois metros de profundidade. O intervalo registrou teores de 5.695 ppm de óxidos totais de terras raras (TREO), 38 ppm de óxido de térbio (Tb4O7) e 258 ppm de óxido de disprósio (Dy2O3). O trecho incluiu três metros, entre quatro e sete metros de profundidade, com 7.841 ppm de TREO, 52 ppm de Tb4O7 e 357 ppm de Dy2O3. Uma amostra individual de um metro atingiu 58 ppm de Tb4O7. Os óxidos de térbio e disprósio somam 5,2% do TREO no intervalo, e os testes iniciais de lixiviação com sulfato de amônio recuperaram de 64% a 83% do térbio nos três metros superiores.
A companhia também apresentou planos para o Bloco D, onde o furo AD-00403 interceptou 20 metros de mineralização e terminou ainda mineralizado no limite de cerca de 30 metros dos trados mecânicos. O intervalo incluiu nove metros com média de 24 ppm de Tb4O7 e 72% de lixiviabilidade de térbio, além de seis metros com 42 ppm de Tb4O7. A IMC usará sondagem diamantada para verificar a extensão em profundidade.
A IMC está selecionando uma empresa de engenharia para estudar métodos de processamento como lixiviação em tanques, pilhas e in situ, com testes no laboratório ANSTO, na Austrália. As perfurações vão embasar uma atualização da estimativa de recursos prevista para o final de 2026.
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