O IPC nacional acumulou alta de 33,5% em doze meses, menor ritmo do ano.
O índice de preços ao consumidor (IPC) da Argentina subiu 1,7% em agosto de 2026, desacelerando em relação a julho e marcando a menor taxa mensal do ano, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). Trata-se do menor valor desde junho de 2025, quando o índice oficial ficou em 1,6%. No acumulado dos primeiros oito meses do ano, a inflação atingiu 21,3%, somando 33,5% em doze meses.
O IPC núcleo, que exclui preços regulados e sazonais, subiu 1,8% no mês, repetindo a variação apurada em julho. Embora os alimentos tenham acompanhado a média geral com alta de 1,7%, a cesta básica alimentar (CBA) e a cesta básica total (CBT) avançaram 2,6% em agosto. Uma família de quatro pessoas necessitou de 1.605.497 pesos argentinos de renda para não ficar abaixo da linha de pobreza e de 726.469 pesos para não ser considerada indigente.
Com base na variação do IPC de agosto, as aposentadorias e pensões da Anses terão reajuste de 1,66% em outubro. O benefício mínimo passará para 435.748,51 pesos e atingirá 505.748,51 pesos com o acréscimo do bônus de 70.000 pesos, ficando em 492.676,05 pesos líquidos após os descontos. O teto previdenciário subirá para 2.932.174,85 pesos brutos e 2.769.316,82 pesos líquidos.
Na cidade de Buenos Aires, a inflação mensal recuou para 1,7% em agosto, após subir 2,9% em julho, acumulando 33,3% em doze meses segundo dados do Idecba. Em paralelo, a consultoria Equilibra reportou que a inadimplência no crédito corporativo apurada pelo banco central alcançou 3,7% em julho deste ano, ante 0,7% em novembro de 2024.
Newsletter
Mercados no seu e-mail, toda semana
Análise com foco em LATAM, ideias de investimento e o resumo da semana em finanças.
Continuar lendo