O banco central peruano manteve os juros estáveis enquanto as projeções de inflação atingiram 3,1%.
O Banco Central de Reserva do Peru decidiu manter a sua taxa de juros de referência em 4,25% em agosto. A autoridade monetária informou que a inflação mensal foi de 0,07% em agosto, enquanto o índice sem alimentos e energia ficou em 0,02%. Em termos anuais, a inflação subiu de 4,1% em julho para 4,4% em agosto, refletindo a base de comparação do ano anterior. O núcleo da inflação caiu de 4,6% para 4,5% no período.
Segundo a autoridade, o desvio em relação à meta ocorreu principalmente pelos preços dos combustíveis e custos de transporte em março e abril. Sem o transporte, a inflação subjacente anual foi de 1,8%, permanecendo abaixo de 2% desde abril do ano passado. Em 2025, o banco realizou três cortes de 25 pontos-base na taxa, em janeiro, maio e setembro. No corrente ano, não efetuou nenhuma alteração.
As expectativas de inflação para doze meses avançaram de 3% em julho para 3,1% em agosto, ligeiramente acima do teto da meta. O banco prevê que a inflação cheia e o indicador sem alimentos e energia retornem ao intervalo da meta perto de 2% no horizonte de projeção. Contudo, há riscos de efeitos mais persistentes provocados pelo El Niño e por tensões no Oriente Médio.
Os indicadores antecedentes da atividade econômica registraram bom desempenho até agosto, com melhora nas métricas de situação atual da pesquisa da instituição. Os riscos globais seguem elevados com a oscilação nos mercados financeiros e nos preços do petróleo. A diretoria reafirmou o compromisso de agir para assegurar o retorno da inflação ao objetivo estabelecido.
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