Estudo COPERNICUS mostra baixa taxa de efeitos adversos e desistência.
A Johnson & Johnson apresentou em 14 de setembro de 2026 os primeiros resultados do estudo de fase 2b COPERNICUS durante a Conferência Mundial sobre Câncer de Pulmão em Seul, na Coreia do Sul. O ensaio avaliou a aplicação subcutânea de Rybrevant Faspro com Lazcluze e estratégias profiláticas em 214 pacientes dos Estados Unidos com câncer de pulmão de não pequenas células avançado com mutação EGFR sem tratamento prévio.
Com um seguimento mediano de 8,3 meses, erupções cutâneas surgiram em 25% dos pacientes, enquanto reações relacionadas à administração e tromboembolismo venoso ocorreram em 3% dos casos cada. No total, 8% dos pacientes descontinuaram a terapia por eventos adversos, sendo 1% por erupções e 1% por coágulos, sem interrupções motivadas por reações à administração. A maior parte dos eventos adversos foi de grau 1 ou 2, sem novos sinais de segurança.
Os índices foram numericamente inferiores aos reportados com a versão intravenosa no estudo de fase 3 MARIPOSA, cujas taxas nos primeiros quatro meses foram de 55% para erupções cutâneas, 55% para reações à infusão e 23% para tromboembolismo venoso. No estudo MARIPOSA, a combinação de primeira linha também demonstrou ganho estatisticamente significativo de sobrevida global contra o osimertinibe, com razão de risco de 0,75.
A população avaliada no COPERNICUS registrou idade mediana de 67 anos, com 22% dos pacientes tendo 75 anos ou mais. O grupo teve 27% de participantes asiáticos, 10% afro-americanos e 10% hispânicos ou latinos, parte de uma meta de inclusão de 300 pacientes.
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