JPMorgan rebaixa Banco do Brasil para venda após rali
Ações caíram 2,28% para R$ 25,73 nesta terça-feira diante de riscos no crédito do agronegócio.
O JPMorgan reduziu a recomendação do
Banco do Brasil de neutra para underweight, classificação equivalente à venda, após a forte alta das ações financeiras no rali pós-eleitoral. Com a decisão nesta terça-feira (6), os papéis da instituição recuavam 2,28%, cotados a R$ 25,73, às 10h20 pelo horário de Brasília.
O banco elevou marginalmente o preço-alvo de R$ 22 para R$ 23, nível que representa um potencial de queda de 13% em relação à cotação de R$ 26,30 utilizada no relatório. Apesar do avanço de cerca de 16% desde a sexta-feira anterior e de 50% desde 15 de agosto, analistas apontaram que a recuperação operacional da instituição deve demorar mais.
O JPMorgan avalia que 2027 ainda será um ano desafiador, com melhora esperada apenas para 2028. A instituição ressaltou que a relevante exposição ao agronegócio fará o banco se beneficiar menos de uma queda eventual da Selic em comparação aos pares privados. A deterioração recente da carteira agropecuária também deve pressionar lucros, rentabilidade e dividendos.
A casa projeta um ROE de 8,7% em 2026, subindo para 11,8% em 2027 e 13% em 2028. O lucro líquido ajustado previsto é de R$ 16 bilhões em 2026, contra R$ 20,7 bilhões em 2025, avançando para R$ 22,6 bilhões em 2027 e R$ 27,1 bilhões em 2028. Embora reconheça a sólida base de depósitos e os menores custos de financiamento, o JPMorgan vê melhores alternativas de risco e retorno no setor.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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