O CEO Chris Kempczinski reconheceu falhas de execução após o número de clientes recuar nos Estados Unidos.
As ações do McDonald's fecharam cotadas a US$ 248,51 na quarta-feira, com recuo de 1,69% na sessão e baixa acumulada de 17,1% no ano. A desvalorização levou o papel ao seu menor nível em dois anos e a uma perda de 27% frente à máxima anual, mesmo após as vendas no varejo dos Estados Unidos terem subido 1,2% em agosto, alcançando US$ 773,9 bilhões.
O principal obstáculo da rede no segundo trimestre foi o fluxo de público. As vendas mesmas lojas nos Estados Unidos cresceram apenas 0,8%, a contagem de clientes no país ficou negativa e o avanço das vendas mesmas lojas globais desacelerou para 1,3%, ante 3,8% no mesmo período do ano anterior.
O CEO Chris Kempczinski afirmou aos investidores que a rede não tem um problema de estratégia, mas que simplesmente não executou no nível necessário durante o segundo trimestre.
A retração reflete o aperto financeiro sobre a base de consumidores de menor renda, em um cenário em que a confiança do consumidor medida pela Universidade de Michigan ficou em 55,2 pontos e a inadimplência em cartões de crédito marcou 2,85%. Para proteger sua fatia de mercado, o McDonald's lançou um cardápio com itens abaixo de US$ 3 e uma promoção de café da manhã por US$ 4, iniciativas que impulsionaram as despesas gerais, administrativas e com vendas em 17%.
Fatores macroeconômicos também limitam a demanda pelas ações. O rendimento dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos de 10 anos atingiu 5,00% em 15 de setembro, superando o retorno de dividendos da empresa de 2,91%. Nos últimos 30 dias, analistas registraram 26 revisões para baixo e 3 para cima no lucro por ação projetado para o exercício fiscal de 2027, reduzindo a média de US$ 14,22 para US$ 13,98.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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