Alphabet evita venda forçada de ativos, mas terá monitor antitruste por seis anos.
Na quarta-feira, 16 de setembro, a juíza distrital dos Estados Unidos Leonie Brinkema, de Alexandria, Virgínia, divulgou uma decisão de 106 páginas exigindo que o Google flexibilize as regras de seus leilões de publicidade on-line e nomeie um monitor interno de conformidade antitruste. O despacho ocorreu duas semanas após a magistrada rejeitar o pedido do Departamento de Justiça norte-americano para que a Alphabet desmembrasse seu negócio de tecnologia de anúncios.
A juíza havia concluído em abril de 2025 que o Google mantinha um monopólio ilegal sobre parte desse setor. O governo pretendía forçar a venda da AdX, plataforma em que editores pagam taxa de 20% para negociar anúncios em tempo real. Embora tenha recusado a venda forçada, a corte proibiu o Google de exigir que sites que utilizam seu servidor usem também a AdX, liberou o acesso a lances em tempo real para servidores concorrentes e mandou encerrar práticas de retenção de clientes. Essas obrigações valerão por seis anos, e não pelos 15 anos pleiteados pelo governo.
O Google afirmou que vai recorrer da decisão sobre a ferramenta Google Ad Manager e defendeu que uma cisão prejudicaria pequenas empresas. Os anúncios responderam por cerca de 73% da receita de US$ 408 bilhões da Alphabet no ano passado, enquanto os gastos globais com publicidade digital devem atingir US$ 605 bilhões no próximo ano, contra US$ 424 bilhões em 2023. O valor de mercado da Alphabet supera US$ 4,1 trilhões.
Brinkema estabeleceu um prazo de 14 dias para que as partes solicitem a supressão de dados confidenciais e 30 dias para a apresentação de uma proposta de sentença final com as medidas corretivas.
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