Acordo com o Pentágono avança e Austrália compromete US$ 521 milhões.
A Lockheed Martin revelou o AIM-260 Joint Advanced Tactical Missile, conhecido como JATM. Trata-se de um armamento ar-ar sigiloso de última geração projetado para oferecer maior alcance contra ameaças avançadas, como o caça chinês J-20. O míssil será integrado aos caças F-22 e F-35. A companhia assinou um acordo preliminar com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para acelerar a fabricação e viabilizar compras plurianuais, enquanto a Austrália já comprometeu cerca de US$ 521 milhões com o programa. A quantidade de mísseis e o preço por unidade continuam confidenciais.
A iniciativa ocorre em um momento em que os Estados Unidos e países aliados buscam recompor estoques de munição reduzidos durante o conflito no Irã. Em paralelo, a Lockheed investe entre US$ 8 bilhões e US$ 9 bilhões em mais de 20 instalações norte-americanas para ampliar a produção de armamentos, incluindo os sistemas PAC-3 MSE, THAAD e o míssil PrSM.
O novo míssil reforça o braço de Missiles and Fire Control da fabricante. Em 2025, as vendas desse segmento avançaram 14%, somando US$ 14,45 bilhões, com lucro operacional de US$ 1,99 bilhão e carteira de pedidos de US$ 46,65 bilhões. Os mísseis táticos e de ataque responderam por cerca de US$ 1,4 bilhão do aumento da receita. No total consolidado, a Lockheed encerrou 2025 com carteira de pedidos de US$ 193,6 bilhões e fluxo de caixa livre de US$ 6,9 bilhões.
O reflexo financeiro de curto prazo segue incerto, já que a empresa não detalhou volumes de produção nem o valor final do contrato com o governo americano. O plano de investimentos de até US$ 9 bilhões também pode pressionar o fluxo de caixa livre imediato se o desembolso avançar mais rápido do que as entregas faturadas, enquanto clientes europeus cobram opções de menor custo fabril.
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