Magda Chambriard afirma que a estatal avalia paridade a cada 15 dias após o Brent recuar abaixo de US$ 100.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, evitou sinalizar novos reajustes no preço do óleo diesel nas refinarias em 24 de setembro de 2026. A postura ocorreu após o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, anunciar que o governo federal prorrogará a subvenção econômica ao combustível no valor de R$ 2,12 por litro por mais 30 dias.
O valor soma o desconto de R$ 1,12 por litro que venceria no sábado a uma nova subvenção de R$ 1,00 por litro adotada na semana passada. Desde março, a medida é usada pelo governo para conter os reflexos econômicos do conflito dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Na semana anterior, ao aderir ao novo desconto de R$ 1,00, a estatal havia elevado seus preços nas refinarias na mesma proporção.
Ao falar com jornalistas na feira ROG.e, no Rio de Janeiro, Magda afirmou que a petroleira analisa a paridade a cada 15 dias e não diariamente. Ela ressaltou que a companhia estava confortável com o valor da subvenção, viu a pressão aumentar com o barril de Brent a US$ 108, mas destacou que a cotação já voltou a operar abaixo de US$ 100, evitando reações diárias que possam custar fatia de mercado.
O Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido no país, enquanto a Petrobras supre em torno de 70%. Magda reforçou que as importações da empresa para outubro estão totalmente contratadas. Dados da Abicom indicam que 80% do diesel importado vem dos Estados Unidos e 15% da Índia, alternativa que a estatal avalia ampliar caso restrições americanas venham a se concretizar.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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