EBITDA avançou 8,2% para R$ 131,6 milhões com receita de R$ 431 milhões.
A Irani Papel e Embalagem registrou lucro líquido de R$ 30,928 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 70,3% em relação aos R$ 70,526 milhões apurados no mesmo período do ano anterior. O resultado superou os R$ 19 milhões do primeiro trimestre de 2026. O lucro líquido recorrente recuou para R$ 7,235 milhões, ante R$ 50 milhões um ano antes, pressionado por efeitos não caixa em ativos biológicos e maior depreciação e exaustão.
A receita líquida avançou 1,6% na comparação anual, somando R$ 431 milhões contra R$ 424 milhões no ano anterior, com alta de 5,4% frente ao trimestre imediatamente anterior. O EBITDA ajustado aumentou 8,2% no confronto anual, para R$ 131,633 milhões, o que representou margem de 30,5%. Sem o impacto técnico negativo de R$ 4,490 milhões na unidade de energia TG4, o indicador teria atingido R$ 136,123 milhões.
O volume de vendas aumentou nos principais segmentos operacionais. O volume de embalagens sustentáveis subiu de 41 mil para 44 mil toneladas, enquanto o de papel para embalagens teve expansão de 3,2% em base anual, atingindo 31,9 mil toneladas. Os preços realizados subiram 1,3% na comparação trimestral em toneladas, mas cederam 1,9% em metros quadrados. O custo de aparas teve alta trimestral de 2,9%, após recuar 20% no confronto anual.
A companhia encerrou o período com R$ 833 milhões em caixa, dívida bruta de R$ 1,9 bilhão e dívida líquida de R$ 1,074 bilhão, o que reduziu a alavancagem para 2,07 vezes a relação dívida líquida por EBITDA. A Irani captou R$ 750 milhões em captação bancária com prazo de cinco anos e recomprou 605.100 ações ordinárias. No trimestre, pagou R$ 64,894 milhões em dividendos (R$ 0,28 por ação) e propôs nova distribuição de R$ 0,03438359 por ação.
Newsletter
Mercados no seu e-mail, toda semana
Análises com foco na América Latina, temas de investimento e o resumo financeiro da semana.
Continuar lendo