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A Cipla garantiu direitos exclusivos de comercialização nos EUA de um biossimilar proposto do Keytruda, antecipando a concorrência a partir de 2028.

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A Merck (NYSE:MRK), gigante de medicamentos e vacinas cotada a US$ 151,07, recebeu na quinta-feira um alerta direto: a contagem regressiva dos biossimilares do Keytruda está ficando mais alta. A subsidiária americana da Cipla garantiu direitos exclusivos de comercialização nos EUA para o biossimilar proposto de pembrolizumabe da Qilu Pharmaceutical, o QL2107, antecipando a expiração da patente central do Keytruda, prevista para 2028.
A ameaça não é imediata. A Qilu ainda precisa concluir o desenvolvimento, obter aprovação regulatória e comprovar que consegue fabricar um produto comparável em escala. A Cipla assume a comercialização apenas se o QL2107 chegar ao mercado dos EUA. O momento permanece incerto, mas a direção é clara: a concorrência de menor preço está se organizando, e a janela da Merck para proteger sua maior franquia está diminuindo.
A Merck registrou US$ 8,4 bilhões em vendas trimestrais de Keytruda e Keytruda Qlex, incluindo US$ 463 milhões da versão subcutânea mais recente. O Qlex já contribui com cerca de 5,5% da receita da franquia, tornando-se parte central da defesa da Merck contra o chamado "precipício de patentes".
Ainda assim, os investidores estão pagando um prêmio: o preço de US$ 151,07 fica 25,87% acima do GF Value de US$ 120,02. Para justificar essa avaliação, a Merck precisa migrar pacientes para o Qlex, ampliar o alcance do Keytruda e construir seu próximo motor de crescimento antes da chegada dos biossimilares.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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