Meta reduziu seus impostos de 2025 em US$ 3,9 bilhões via créditos
A empresa classifica seus data centers de IA como modelos piloto para abater chips.
A Meta cortou seus impostos em US$ 3,9 bilhões em 2025 por meio de créditos fiscais de pesquisa e desenvolvimento, superando os US$ 2 bilhões registrados em 2024 e os US$ 700 milhões de 2023, de acordo com documentos regulatórios. Uma reportagem investigativa do The New York Times veiculada em 30 de setembro revelou que a companhia adotou essa estratégia ao registrar seus data centers de inteligência artificial como modelos piloto, citando quatro pessoas a par das operações.
Pelas normas fiscais federais, modelos piloto são versões experimentais construídas para solucionar dúvidas técnicas no desenvolvimento. A Meta utiliza essa definição para reivindicar incentivos sobre chips da Nvidia utilizados em sua infraestrutura, método iniciado no fim de 2024. Para o exercício, as projeções da Meta indicam gastos de capital entre US$ 130 bilhões e US$ 145 bilhões em instalações e equipamentos. Andy Stone, porta-voz da Meta, destacou que a empresa investiu US$ 200 bilhões em pesquisa e desenvolvimento nos últimos cinco anos, sendo US$ 57 bilhões no último ano.
O valor de US$ 3,9 bilhões posiciona a Meta como a maior beneficiária da dedução entre as empresas de capital aberto, ultrapassando a soma dos US$ 1,05 bilhão da Apple e cerca de US$ 2,09 bilhões da Alphabet. O montante também é 15 vezes superior aos US$ 260 milhões obtidos pela farmacêutica Merck. A fatia da Meta representa mais de 10% dos US$ 32,1 bilhões que o Comitê Conjunto de Tributação projeta como custo desse benefício para o governo no ano fiscal de 2025. Paralelamente, a Meta deve obter US$ 3,3 bilhões em incentivos fiscais estaduais e locais para seu data center Hyperion, na Louisiana.
A abordagem atrai controvérsias tributárias. Os benefícios fiscais brutos não reconhecidos da Meta atingiram US$ 18,74 bilhões em 30 de junho, salto de 45% ante os US$ 12,91 bilhões de dois anos antes, com US$ 12,73 bilhões aptos a ingressar nos lucros caso as deduções sejam validadas. Além disso, a Meta e o IRS enfrentam um processo no tribunal fiscal por US$ 355 milhões em créditos vinculados a US$ 4,1 bilhões de remuneração em ações do CEO Mark Zuckerberg em 2012 e 2013, além de uma disputa de quase US$ 16 bilhões sobre remessa de lucros ao exterior.
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