A empresa registrou mais de 30 milhões de assinaturas corporativas pagas até junho.
A Microsoft unificou seus assistentes Copilot voltados ao consumidor e ao trabalho em um único aplicativo dedicado a empresas. De acordo com a Bloomberg, a decisão encerra uma iniciativa de dois anos para criar um assistente pessoal, recuando no segmento de chatbots de consumo dominado por ChatGPT da OpenAI, Gemini do Google e Muse da Meta.
Charles Lamanna, executivo da Microsoft, afirmou a clientes em um evento de demonstração que a companhia não desenvolverá um assistente pessoal, já que o público busca soluções de produtividade na marca.
O novo aplicativo incorpora a interface da versão de consumo descontinuada e estrutura as operações em três áreas principais: Home, que reúne chat, delegação de tarefas e edição de documentos do Office no aplicativo; Code, com tecnologia do GitHub Copilot para criação de fluxos e programas por funcionários sem formação técnica; e Autopilot, antes chamado de Scout, um agente em nuvem que executa processos em segundo plano de forma autônoma.
Para suportar essas funções autônomas, a Microsoft adotou um modelo duplo de cobrança, com assinatura fixa para o chat cotidiano e pagamento por uso para tarefas complexas em Code e Autopilot, controladas por ferramentas de governança FinOps para inteligência artificial.
O reposicionamento acompanha o crescimento no ambiente de trabalho. A Microsoft informou que acumulava mais de 30 milhões de assinaturas empresariais pagas do Copilot até junho, o equivalente a cerca de um terço de sua base comercial do M365.
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