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Minoritários da Toky pedem à CVM uma OPA de quase R$ 2 bilhões

O pedido mira fundos da SPX e da DSK por acumularem 30,8% do capital sem realizar a oferta do estatuto.

Redação El Fondo
Redação El FondoNotícias de mercado automatizadas
·4 min

O Instituto de Defesa dos Investidores e 39 acionistas minoritários do Grupo Toky protocolaram um pedido na Comissão de Valores Mobiliários para exigir a realização de uma oferta pública de aquisição. A reclamação afirma que fundos geridos pela SPX Private Equity e pela DSK Capital atuaram em conjunto para reunir cerca de 30,8% do capital social da varejista de móveis e decoração, ultrapassando o limite estatutário de 20% que obriga a compra das fatias restantes.

Os minoritários cobram que a OPA ocorra ao valor de R$ 1.008 por ação, patamar quase 100 vezes superior à cotação de fechamento de R$ 10,24 registrada na sexta-feira, 2 de outubro. A conta toma por base a regra de preço mínimo do estatuto e o valor da primeira série de debêntures, com ajuste pelos grupamentos ocorridos em 2026. Cálculos do NeoFeed apontam que o desembolso totalizaria R$ 1,9 bilhão, enquanto o valor de mercado atual da companhia gira em torno de R$ 28 milhões.

A disputa se originou na divisão de debêntures conversíveis aprovada em dezembro de 2025 pelo fundo DFS, da SPX. A primeira série, de R$ 130,8 milhões, convertia a R$ 10,50 por ação, ao passo que a segunda série, de R$ 1,3 milhão, convertia a R$ 0,011. Parte desse segundo lote foi vendida aos fundos TKM e DeLorean, da DSK, por R$ 32,4 milhões com financiamento do próprio DFS, resultando na emissão de cerca de 42 milhões de ações depois alocadas em empresas sediadas em Nassau, nas Bahamas.

A petição também menciona a atuação de Fabio Ferrante, diretor financeiro, de relações com investidores e membro do conselho da Toky. Conforme o relato, Ferrante atuou na liquidação dos fundos e sua consultoria, a AGI Partners, recebe cerca de R$ 400 mil mensais da Toky sem registro formal de transação com parte relacionada. O papel da Toky cai 84,2% em 2026, com desvalorização de 99,4% em relação ao IPO da Mobly de R$ 812 milhões em 2021. Os investidores pedem que a CVM se posicione e suspenda os direitos de voto do bloco, que reúne 43,17%, antes da assembleia de 6 de novembro.

Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.

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