BTG Pactual assume a operação da arena do Palmeiras comandada pela WTorre.
Nesta sexta-feira, 18 de setembro de 2026, o BTG Pactual anunciou um acordo para assumir o controle da operação do Nubank Parque, estádio do Palmeiras. O banco passará a ser acionista majoritário da concessionária, enquanto a construtora WTorre permanecerá como acionista relevante e presente nas decisões estratégicas, segundo a assessora financeira Vinci Compass.
A troca de comando não altera o contrato de naming rights do Nubank. A instituição adquiriu os direitos sobre o nome da arena em abril, substituindo a Allianz após cerca de 12 anos, e oficializou a marca Nubank Parque em julho depois de votação pública. O BTG acompanhou essa transição durante as negociações com a WTorre, e os acordos comerciais já firmados seguem preservados.
A negociação decorre de 2024, ano em que a gestora de créditos Enforce, do grupo BTG, comprou do Banco do Brasil cerca de R$ 650 milhões em dívidas da WTorre atreladas à arena, que servia como garantia. O valor do novo negócio e a fatia exata de cada grupo não foram informados, e a conclusão depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A relação com o Palmeiras continua resguardada pelo contrato de direito de superfície até 2044, sob a expectativa de permanência da equipe comandada pelo executivo Marcelo Frazão. O estádio recebeu 33 shows e 1,1 milhão de pessoas em 2025, além de registrar bilheteria de US$ 61 milhões entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, segundo levantamento da revista Pollstar.
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