A autoridade monetária também reduziu a estimativa para 2027 a 3% devido ao El Niño.
O Banco Central de Reserva do Peru (BCRP) reduziu sua projeção de crescimento do produto interno bruto para 2026 de 3,4% para 3,2% em seu Relatório de Inflação de setembro, divulgado em 18 de setembro de 2026. A instituição também cortou a estimativa para 2027 de 3,2% para 3%, refletindo os efeitos climáticos de magnitude extraordinária causados pelo fenômeno El Niño.
O presidente do BCRP, Julio Velarde, explicou que o impacto do El Niño retirará 0,9 ponto percentual do crescimento em 2026, acima do desconto de 0,7 ponto previsto em junho de 2026. Para 2027, a perda estimada subiu de 0,9 para 1,1 ponto. Velarde afirmou que as perdas recaem sobre atividades primárias como agropecuária, pesca e manufatura primária, além de segmentos como têxteis devido à menor demanda por roupas de inverno.
Para os setores primários, a autoridade agora projeta uma queda de 2,3% em 2026. O BCRP calcula recuo de 1,5% na agropecuária e retração de 30,7% na pesca. Até julho, dados do Instituto Nacional de Estatística e Informática (INEI) apontaram baixa de 0,67% na agropecuária e queda de 32,58% na pesca, pressionadas por ventos e altas temperaturas marítimas. A manufatura primária, focada em farinha e óleo de peixe, deve recuar 7,1% no ano.
No segmento não primário, a projeção de crescimento foi mantida em 4,7%. A construção deve avançar 9,5%, taxa revisada em relação aos 10% projetados em junho. Já o comércio teve sua previsão elevada de 4,5% para 5,9%, e o setor de eletricidade e água passou de 3,1% para 5% para 2026.
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