O contrato fechou cotado a US$ 4.286,20 em 25 de setembro, mas acumulou queda semanal de 2,27%.
Os contratos futuros de ouro fecharam em alta na sexta-feira, 25 de setembro, interrompendo quatro sessões consecutivas de perdas. A recuperação foi impulsionada por preços descontados, pelo recuo nas taxas dos Treasuries de curto prazo e pela desvalorização do dólar no exterior. Na Comex, divisão da New York Mercantile Exchange, o contrato para entrega em setembro subiu 0,54%, cotado a US$ 4.286,20 por onça-troy. Na semana, a commodity registrou recuo de 2,27%.
O metal acumulou perdas semanais em meio à pressão no mercado global de renda fixa e à expectativa de políticas monetárias mais restritivas nas economias desenvolvidas. Sinais de avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã aliviaram as cotações do petróleo, movimento que coincidiu com o alívio nos Treasuries curtos e a queda da moeda americana. Em contrapartida, os títulos soberanos dos Estados Unidos de prazo longo mantiveram certa pressão, após terem alcançado máximas de várias décadas nos dois dias anteriores.
O ouro pode encontrar dificuldades enquanto os rendimentos dos títulos e o dólar continuarem em patamares elevados, avaliou Ole Hansen, estrategista-chefe do Saxo Bank. O analista destacou que o fluxo constante em ETFs e a demanda expressiva da China indicam que os investidores não estão saindo da posição. Segundo Hansen, parte dos participantes tem buscado o ouro justamente pelas tensões financeiras visíveis no mercado de títulos.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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