A estatal será operadora dos ativos em parceria com a PETROCI para ampliar a reposição de reservas.
Na quinta-feira, 17 de setembro, a Petrobras comunicou a assinatura de contratos de partilha de produção para oito blocos exploratórios offshore na Costa do Marfim. A petroleira brasileira será a operadora e terá 90% de participação, enquanto a estatal local PETROCI Holding ficará com os 10% restantes.
O acordo assegura à Petrobras ativos exploratórios de elevado potencial na margem equatorial africana. A presidente da estatal, Magda Chambriard, havia adiantado a negociação na quarta-feira, 16 de setembro, destacando que os blocos em águas ultraprofundas ajudam a ampliar o portfólio diante do pico de produção previsto para meados de 2035.
A Petrobras precisará adicionar cerca de 9 bilhões de barris de óleo equivalente às reservas até 2050 para sustentar seus patamares atuais de extração. Em palestra no Rio de Janeiro, Chambriard defendeu que não existe futuro para uma empresa de petróleo sem exploração.
O movimento na Costa do Marfim reforça a estratégia da Petrobras no continente africano. Em agosto, o Ministério de Energia e Transição Verde de Gana autorizou a estatal a negociar contratos para quatro blocos. A companhia também fechou parceria com a TotalEnergies para adquirir 42,5% de um bloco offshore na Namíbia, ingressou no projeto Deep Western Orange Basin, na África do Sul, e comprou fatias minoritárias em três blocos operados pela Shell em São Tomé e Príncipe.
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