Rendimento dos títulos da Colômbia de 10 anos sobe a 13,13%
A taxa avançou 115 pontos-base em dois meses diante de atrasos no plano fiscal.
Os rendimentos dos títulos soberanos de 10 anos da Colômbia atingiram 13,13% em 6 de outubro, após registrarem 11,98% em 6 de agosto, de acordo com dados da Bloomberg. O avanço de 115 pontos-base em dois meses fez com que os papéis colombianos se tornassem os mais desvalorizados da região, ultrapassando o Brasil, cuja taxa estava em 12,77%.
No ranking de mercados emergentes da Bloomberg, o Líbano registrou a maior taxa para o prazo, com 39,89%, seguido por Turquia (32,69%), Egito (21,01%), Nigéria (16,29%) e Gana (14,67%). A Colômbia ficou na sexta posição ao superar 13%, à frente de Brasil, Paquistão (12,54%), México (9,43%) e África do Sul (9,03%).
A pressão sobre os juros ocorre após dois meses do governo de De la Espriella, sem a aprovação de cortes e sem a apresentação dos detalhes da Lei de Resgate Fiscal ao Congresso. Camilo Pérez, analista de pesquisas econômicas do Banco de Bogotá, destacou que o mercado aguarda resultados práticos das propostas fiscais anunciadas.
Em paralelo, o Comitê Autônomo da Regra Fiscal (Carf) apontou ao Congresso que o déficit fiscal deve encerrar o ano em 7,8% do PIB, acima da meta de 7,2% do PIB defendida pelo Ministério da Fazenda. O comitê estimou que, do ajuste de 21,7 trilhões de pesos colombianos planejado pela pasta, apenas 9,7 trilhões de pesos (0,4% do PIB) são viáveis, gerando uma defasagem de 12,0 trilhões de pesos. Para 2027, a pasta projeta um déficit de 9,4% do PIB, enquanto o Carf estima 9,5% do PIB.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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