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Taxas dos títulos públicos desabam após primeiro turno no Brasil

Tesouro IPCA+ 2050 salta 11,5% em valor em um dia com recuo de 0,49 ponto na taxa.

Redação El Fondo
Redação El FondoNotícias de mercado automatizadas
·3 min

As taxas dos títulos públicos federais registraram forte queda nesta segunda-feira, 5 de outubro, refletindo o desfecho do primeiro turno da eleição presidencial de domingo. Os investidores reagiram à vantagem de mais de 2,5 milhões de votos do senador Flávio Bolsonaro sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, projetando espaço para um ajuste fiscal mais forte e cortes de juros mais acentuados.

Os títulos atrelados à inflação de prazos mais extensos apresentaram as maiores valorizações no saldo dos investidores. A taxa do Tesouro IPCA+ 2050 recuou 0,49 ponto percentual e encerrou a 6,59%, ante 7,08% na sexta-feira, 2 de outubro, garantindo alta de 11,5% no preço do papel. A oscilação atípica acionou o mecanismo de paralisação às 14h, após o título bater 6,55% e ganhos acima de 12%. As negociações voltaram perto das 15h50.

O movimento se estendeu a outras referências. O IPCA+ 2040 fechou a 6,68%, queda de 0,57 ponto percentual e ganho de 7,7% no saldo de quem tinha o papel. Entre os prefixados, o Tesouro Prefixado 2032 caiu de 14,21% para 12,81%, rendendo alta de 6,7% no dia. Já o Tesouro Renda+ com vencimento em 2055 finalizou com taxa de 6,42%, ante 6,89% no fechamento anterior, recuo de 0,47 ponto percentual.

Fernando Siqueira, head de research da Eleven Financial, destacou que papéis de prazos longos como o Tesouro Renda+ tendem a ser os mais beneficiados pela descida das taxas. Já Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, pontuou que uma troca de governo pode diminuir o prêmio de risco no médio e longo prazo, mas lembrou que a pauta econômica e o ajuste fiscal precisam sair do papel e passar por votação.

Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.

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