CEO Simon Trott busca elevar retorno de ativos com alumina, cobre e derivativos.
A Rio Tinto planeja ampliar suas operações comerciais para negociar mais metais de outros produtores e utilizar derivativos financeiros para hedge, segundo pessoas a par da estratégia. A iniciativa do CEO Simon Trott e do presidente do conselho Dominic Barton visa extrair mais valor dos ativos da segunda maior mineradora do mundo.
A divisão comercial, comandada pelo diretor comercial Bold Baatar, promove uma mudança em relação ao modelo focado apenas na produção própria. As áreas de interesse incluem o mercado de alumina, onde a empresa tem descompassos regionais de oferta, e o mercado de cobre na América do Norte, onde possui capacidade ociosa de fundição nas operações de Kennecott. A mineradora também estuda adicionar cátodos de cobre e produtos como ácido sulfúrico.
Em comunicado, a Rio Tinto afirmou que a venda da produção própria segue como base do negócio, mas continua ampliando a capacidade de comprar e vender produtos em nome de terceiros para maximizar a infraestrutura. A equipe comercial conta atualmente com cerca de 20 traders e planeja novas contratações, com desempenho mensurado internamente.
A nova diretriz ocorre após duas rodadas de negociações não concluídas para comprar a rival Glencore nos últimos dois anos. Além disso, a companhia negocia uma joint venture de frete e logística com a trading de petróleo Vitol Group.
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