S&P eleva nota de crédito da Wells Fargo para 'A-' com perspectiva estável
A agência citou a melhoria nos controles de risco e o avanço da rentabilidade após o fim de restrições.
A S&P Global Ratings elevou a nota de crédito de emissor da Wells Fargo & Co. de 'BBB+' para 'A-' em 1 de outubro de 2026, com perspectiva estável. A agência manteve a nota de curto prazo em 'A-2' e as notas 'A+/A-1' das principais subsidiárias operacionais. O perfil de crédito individual do grupo subiu de 'a-' para 'a', acrescentando um nível de suporte pela capacidade de absorção de perdas.
A decisão reflete progressos na gestão de riscos, na governança e na cultura corporativa. Desde 2019, o banco encerrou 14 ordens de consentimento, incluindo uma finalizada em março de 2026. Em junho de 2025, o Federal Reserve removeu o limite de ativos que restringiu seu balanço por quase sete anos. A Wells Fargo não tem ordens de consentimento pendentes no momento, mas ainda mantém um acordo formal com o Office of the Comptroller of the Currency voltado a controles contra lavagem de dinheiro e crimes financeiros.
Até o segundo trimestre de 2026, os ativos totais subiram 15% na comparação anual, enquanto os empréstimos avançaram 12%. O crédito automotivo e o financiamento a instituições não bancárias cresceram 33% cada, com estes últimos representando 22% do crédito total. Os ativos de negociação também subiram 33%, atingindo cerca de 11% dos ativos totais. A S&P considera essa expansão gerenciável e espera moderação a partir de 2027.
A rentabilidade acompanhou o crescimento. A Wells Fargo elevou sua meta de médio prazo para o retorno sobre o patrimônio líquido tangível para 17%-18% no terceiro trimestre de 2025, contra 15% anteriores. Em 30 de junho de 2026, essa métrica atingiu 16,1%, acima dos 14,4% de um ano antes. O índice de capital CET1 ficou em 10,3%, acima do piso regulatório de 8,5%, e o índice ajustado por risco foi de 8,5%. A administração apontou que mudanças regulatórias em análise nos Estados Unidos podem reduzir em 7% os ativos ponderados por risco, elevando o CET1 em quase 80 pontos-base.
Nos últimos seis meses, as ações da Wells Fargo recuaram 2,4%, enquanto o setor bancário avançou 10,3%.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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