Cerca de 90% das lojas internacionais usam licenças, com a Alsea estendida até 2046.
A Starbucks está expandindo suas operações internacionais por meio de parceiros locais e formatos diferenciados que exigem menor aplicação de capital próprio. Cerca de 90% do portfólio internacional da rede já opera sob contratos de licenciamento.
Ricardo Arias Nath, presidente da Starbucks LATAM, afirmou em entrevista à Expansión que a região apresenta o maior potencial de abertura de cafeterias para a empresa. Ao final do terceiro trimestre fiscal de 2026, encerrado em junho, a rede contabilizou 22.933 lojas internacionais, após 189 aberturas no período. As vendas comparáveis internacionais avançaram 5,7%, com alta de 2,6% no volume de transações e de 3,1% no tíquete médio.
Parte relevante desse avanço regional ocorre via operadora mexicana Alsea, que renovou a parceria para desenvolver a marca em diversos mercados até 2046. A Alsea opera cerca de 1.900 cafeterias em 12 países, mantendo inaugurações e reformas no México após 24 anos de atuação, além de alcançar quase 170 unidades no Chile. Recentemente, a Starbucks também abriu sua loja de número 1.900 na América Latina, em Tegucigalpa, Honduras.
Além do consumo, a América Latina permanece como fonte estratégica de grãos. Arias Nath destacou que mais da metade do café adquirido pela Starbucks vem da região, sendo que 14 dos 26 países latino-americanos onde está presente produzem café. No México, todo o café servido nas unidades é de origem local, e o país exporta o produto para mais de 22 mercados atendidos pela rede.
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