Stellantis avalia o futuro de suas duas fábricas na Argentina
Herlander Zola aponta custos trabalhistas altos e queda de mercado da Peugeot
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Stellantis não descarta fechar uma ou as duas fábricas que mantém na Argentina, conforme afirmou na terça-feira, 6 de outubro de 2026, Herlander Zola, presidente da Stellantis América do Sul. Em São Paulo, o executivo condicionou as decisões industriais à evolução do mercado, regras e competitividade, lembrando que o Brasil responde por 65% do volume regional do grupo.
A liderança regional destacou a disparidade de despesas entre os países vizinhos. Zola afirmou que o custo de mão de obra na Argentina é literalmente o dobro do brasileiro, além do impacto da abertura comercial e de uma rede de fornecedores menor. No mercado argentino, a participação da Peugeot recuou de cerca de 9% em 2025 para aproximadamente 5% neste ano, pressionada por marcas chinesas e importações brasileiras.
Diante desse cenário, a unidade de El Palomar, responsável pelos modelos Peugeot 208 e 2008, passou por ajustes. Martín Zuppi, presidente da Stellantis Argentina, confirmou a retirada de um turno e o reajuste da velocidade de produção, mas ressaltou que a fábrica tem cronograma previsto para 2026 e 2027. Atualmente, entre 35% e 40% do volume montado no local é exportado, dependendo sobretudo da demanda brasileira.
Além de El Palomar, a Stellantis opera a unidade de Ferreyra, em Córdoba, onde prepara o início da produção de um novo motor para o final do ano. A companhia conta com mais de 5.000 funcionários no país.
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