O aporte elimina cerca de 1,104 milhão de ações Classe B convertidas para blindar a base de Classe A.
A Visa divulgou em 23 de setembro que autorizou, em 18 de setembro de 2026, um depósito de US$ 405 milhões em sua conta de custódia para litígios nos Estados Unidos. A medida faz parte do plano de responsabilidade retrospectiva da empresa, criado para proteger os acionistas ordinários de Classe A de litígios legados no país ao transferir o custo financeiro para os detentores de ações Classe B, formados sobretudo por instituições financeiras norte-americanas.
O financiamento da conta reduz os fatores de conversão das ações Classe B em papéis Classe A, diluindo os acionistas da Classe B. A taxa da Classe B-1 caiu de 1,5445 para 1,5400, a da Classe B-2 recuou de 1,5014 para 1,4924 e a da Classe B-3 diminuiu de 1,4953 para 1,4773. No total, a alteração eliminou cerca de 1,104 milhão de ações Classe B convertidas. A Visa destacou que essa redução na base total de ações diluídas gera exatamente o mesmo ganho para o lucro por ação que a recompra de ações Classe A no mercado aberto.
A operação acontece em meio a desembolsos jurídicos contínuos e avanço nos custos. No terceiro trimestre fiscal de 2026, a Visa registrou provisão de US$ 237 milhões para litígios e US$ 563 milhões em encargos de rescisão. As despesas operacionais GAAP aumentaram 19% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 4,8 bilhões, puxadas por marketing, pessoal e incentivos a clientes, que avançaram 18% para US$ 4,7 bilhões.
Apesar desses compromissos, a Visa registrou receita líquida de US$ 11,6 bilhões no terceiro trimestre, alta anual de 14%, e lucro líquido GAAP de US$ 5,6 bilhões. As transações processadas avançaram 10%, chegando a 71,7 bilhões, o volume internacional total cresceu 13% e outras receitas subiram 45%, para US$ 1,5 bilhão. No período, a empresa devolveu US$ 6,2 bilhões aos investidores por meio de recompras de ações e dividendos.
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