Plano de corte atinge 100 mil empregos após impacto contábil de 6 bilhões de euros
A Volkswagen prepara uma aceleração em seu programa de reestruturação depois de emitir um alerta de lucro provocado por pressões gerais no setor automotivo. Segundo a Reuters, o chefe da marca, Thomas Schaefer, afirmou aos funcionários na sede de Wolfsburg que as iniciativas aprovadas em 2024 não foram suficientes. Ele declarou que a fabricante não tem tempo a perder e que vai avançar em um plano de desempenho após conversas com representantes dos trabalhadores.
O movimento ocorre após a empresa ter reduzido sua estimativa de lucros para 2026 na semana passada. Essa revisão incluiu uma baixa contábil de 6 bilhões de euros (US$ 6,88 bilhões) associada ao ágio da Porsche, vendas menores na China e gastos adicionais de reestruturação. Paralelamente, o jornal alemão Handelsblatt noticiou que a Volkswagen considera excedentes outros 4.000 cargos na Porsche.
No início do mês, a empresa já havia detalhado planos para cortar 50.000 vagas por meio de acordos sindicais. O processo se junta ao plano divulgado em março para eliminar 50.000 posições na Alemanha até 2030, justificado pelo encarecimento de custos e por tarifas alfandegárias dos Estados Unidos, somando 100.000 cortes previstos.
Trabalhadores da indústria automobilística alemã organizaram protestos contra a demissão de pessoal, alterações em linhas de montagem e o fechamento de fábricas. A presidente do conselho de fábrica, Daniela Cavallo, e a líder do sindicato IG Metall, Christiane Benner, cobraram salvaguardas contra a concorrência da China, mecanismos mais eficientes de subsídios na União Europeia e a preservação do modelo de aposentadoria gradual.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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