Paramount Skydance tem aval em 68 países mas esbarra em procuradores.
A Warner Bros. Discovery segue em compasso de espera quanto à sua venda de US$ 110 bilhões para a Paramount Skydance. Em 6 de setembro, a CNBC informou que David Ellison, CEO da Paramount Skydance, obteve autorização regulatória em 68 jurisdições pelo mundo. Contudo, um processo movido por 12 procuradores-gerais estaduais permanece como o principal obstáculo para fechar o negócio.
O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, que lidera o caso dos estados, cancelou uma reunião de acordo com Ellison após apontar falta de boa-fé. O veterano do setor de mídia Tom Rogers declarou que o eleitorado da Califórnia é amplamente contra a transação, o que reduz os incentivos locais para um acordo. A Paramount afirmou que continua esperançosa, negou vazamentos sobre as negociações e pediu que a Justiça exija dos estados uma caução de US$ 1,88 bilhão.
O atraso impõe custos financeiros diretos previstos nos termos do negócio. A Paramount Skydance precisará pagar aos acionistas da Warner Bros. Discovery uma taxa de cerca de US$ 650 milhões por trimestre a partir de 30 de setembro. Embora o governador da Califórnia, Gavin Newsom, tenha sinalizado apoio a um acordo, o impasse impede que David Zaslav, CEO da Warner Bros. Discovery, avance em parcerias de distribuição enquanto a fusão não é definida.
A participação de fundos na companhia subiu no segundo trimestre de 2026. Ao todo, 101 fundos mantinham US$ 11,58 bilhões em ações da Warner Bros. Discovery, acima dos 94 fundos do trimestre anterior. Em comparação, 38 fundos tinham US$ 368,8 milhões na Paramount Skydance, enquanto rivais como Netflix e Disney registraram queda no número de gestoras investidas.
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