A alta nos preços do tomate e das mensalidades escolares levou o índice ao maior nível em três meses.
A inflação anual do México acelerou para 3,4% na primeira metade de setembro, atingindo o nível mais alto dos últimos três meses, segundo dados divulgados em 24 de setembro de 2026 pelo Instituto Nacional de Estatística e Geografia (Inegi). O dado superou as expectativas de 32 bancos, corretoras e casas de análise consultados pelo Citi, afastando-se da meta de 3% definida pelo Banco do México (Banxico).
Analistas do Banamex e do Barclays apontaram a pressão dos produtos agropecuários, com alta de 7,9% em frutas e verduras nas 55 cidades pesquisadas. O tomate subiu 22,8%, marcando o maior avanço desde a primeira metade de março e somando 10,5 pontos-base à inflação do segmento de alimentos. O quilo do tomate subiu de 12 pesos mexicanos para uma faixa entre 35 e 40 pesos mexicanos, enquanto a cebola avançou 8,6% no ano, atingindo 45 pesos mexicanos por quilo, além de aumentos no limão.
O setor de serviços também contribuiu para a alta, com as mensalidades de escolas privadas avançando 5,8% no comparativo anual no início do ano letivo, puxadas pelo ensino fundamental. Entre as cidades, Chetumal e Cancún registraram a maior inflação, com 4,9%, seguidas por Guadalajara, com 4,8%. No outro extremo, Acapulco teve a taxa mais baixa, com 1,9%, seguida por Ciudad Acuña e pela capital de Tlaxcala, ambas com 2,1%.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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