Transação prevê fatia majoritária para a Afya e fechamento de capital na Nasdaq.
Os grupos de educação Afya e Yduqs estão em negociações avançadas para uma combinação de negócios. O grupo alemão Bertelsmann, controlador da Afya com cerca de 65% das ações com direito a voto e 34% do capital total, possui acordo de exclusividade até o final de setembro de 2026 para concluir a operação, conforme reportou o Valor Econômico em 23 de setembro de 2026.
Pelos termos em negociação, a Afya teria participação majoritária na companhia combinada. A operação envolveria fechar o capital da Afya na Nasdaq, mantendo a empresa resultante listada na B3. A Yduqs tem valor de mercado de R$ 2,4 bilhões na B3, enquanto a Afya é avaliada em US$ 1,2 bilhão, ou R$ 6,5 bilhões.
No primeiro semestre de 2026, a alavancagem da Yduqs ficou em 1,55 vez o ebitda. Na Afya, a relação ficou abaixo de 1 vez, com R$ 1 bilhão em caixa. Estimativas do Itaú BBA apontam que a união criaria um grupo com cerca de 5.900 vagas de medicina, fatia de 15% do mercado. O Citi projeta sinergias potenciais de cerca de R$ 835 milhões com redução de 10% em despesas administrativas e gerais.
As conversas preliminares começaram por iniciativa do CEO da Afya, Virgílio Gibbon. O negócio oferece diversificação à Afya além de sua base de 26.400 alunos de medicina, segmento em que a maturação dos cursos limita o crescimento da receita e decisões judiciais ampliam a oferta de vagas. O Ministério da Educação também cancelou a terceira edição do Mais Médicos, na qual a Afya pretendia disputar 1.380 vagas em 23 cidades.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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