Operação cumpriu 47 mandados de busca contra intermediários de créditos tributários.
A Ambev foi listada pela Justiça como cliente-alvo em uma investigação do Ministério Público de São Paulo sobre a liberação fraudulenta ou privilegiada de créditos tributários de ICMS. Em 3 de setembro de 2026, a operação cumpriu dois mandados de prisão preventiva e 47 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais, profissionais e empresariais em São Paulo e no Mato Grosso do Sul.
A apuração, que começou na operação Ícaro em agosto de 2025, apura irregularidades junto à Delegacia Regional Tributária da Capital III. A Justiça autorizou buscas contra o consultor tributário José Gianfrancesco Netto, o advogado Carmine Lourenço Del Gaiso Gianfrancesco e as empresas Gianfrancesco Consultoria Empresarial Ltda. e Gianfrancesco & Mazzo Advogados.
O Ministério Público afirma que José Gianfrancesco Netto atuava com o então delegado regional tributário Paulo Prado para agilizar procedimentos. Conversas interceptadas indicam que ele monitorava o passo a passo de processos da Ambev, incluindo valores e notas fiscais. Em nota, a Ambev afirmou que segue toda a legislação aplicável em relação à aquisição de créditos tributários.
O escritório Gianfrancesco & Mazzo Advogados negou ter sido alvo da operação e declarou nunca ter prestado serviços à Ambev. Já José Gianfrancesco Netto afirmou que não é sócio de Carmine e sustentou que sua atuação consistiu no exercício legítimo de consultoria tributária.
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