Banco mantém recomendação neutra e projeta recuperação em geração a partir de 2027.
O Bradesco BBI reduziu o preço-alvo da Cemig de R$ 15 para R$ 13, mantendo a recomendação neutra. O patamar ainda representa um potencial de alta de 20% e contempla os resultados recentes, o balanço de energia na geração e novos parâmetros regulatórios da distribuidora e da Gasmig.
O analista Francisco Navarrete, do Bradesco BBI, e o analista Ricardo França, da Ágora Investimentos, apontam que o papel negocia a uma taxa interna de retorno real de 12,3%. Para eles, o desconto ante os pares privados é justificado pelo controle estatal. Por outro lado, múltiplos atrativos e um dividend yield de aproximadamente 7% ajudam a limitar perdas.
Embora a unidade de geração sofra no curto prazo com a volatilidade dos preços à vista, o banco projeta melhora a partir de 2027. Além disso, a revisão tarifária da distribuidora em 2028 deve impulsionar com força o Ebitda, refletindo investimentos executados. O cenário base considera a renovação de usinas por cotas, mas a opção de venda no mercado livre adicionaria valor.
A companhia também passou por renovação executiva recente. Em 11 de setembro, a Cemig elegeu Marco Aurélio Martins da Costa Vasconcelos como presidente da empresa e Alexandre Ramos Peixoto para a presidência do conselho de administração.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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